12.3.07

Considerações finais

Gostaria de convidá-los, todos, para o cerimonial em homenagem ao filósofo "do nada" francês, Jean Beaudrillard. Fui apresentado ao seus textos nos primeiros períodos de faculdade, ainda no início deste século, e me senti contagiado. O cara é do tipo "curto e grosso". Sem jamais titubear.

Baudrillard morreu na terça passada, 06.03. Amanhã faz sete dias que "o cara" se foi. Em sua homenagem (e certo de seu correspondente respeito, caro leitor), dedico trechos do texto de Gilles Lapouge, correspondente do Estadão em Paris, publicado no caderno de cultura ontem. Parafraseando Guimarães Rosa, é tudo vupt-vapt.

Não só tudo aquilo que se refere a "transcendente" desapareceu dos nossos horizontes, mas também a própria definição da realidade objetiva se afugentou, o que é testemunhado pela predominância das representações virtuais do mundo sobre as noções de sentido e verdade. (...) Nessa proliferação de sinais, simulacros, imagens e clones, a grande vítima é a realidade, cujo desaparecimento foi anunciado por Baudrillard, da mesma maneira que outros filósofos, antes dele, anunciaram também o fim das ideologias, o "fim da história", ou a morte de Deus, ou enfim, como Foucault, "a morte do homem". Nessa seqüência catastrófica, Baudrillard foi mais longe que qualquer um. (...) Mesmo que se opusesse a isso, ele se situa entre os "niilistas" modernos, pois pode-se ir mais longe na contemplação do nada do que negar a "realidade do real"?

Um comentário:

Juju Tinoco disse...

Puxa. Que pena que ele morreu.