25.3.08
Discute-se o passado entre os que não vêem o futuro. Crise é não saber o que mudar nem de que modo. Não adianta moldar raciocínios complexos, há muito houve a implosão de sentido, o caos. Hoje, vive-se entre escombros à cata de relíquias iluministas. Injustiça querer a crítica despropositada? Não creio. Cansei-me de argumentações fundadas em palavras reescritas; quero criar o novo, sem constantes referências ao que já não é mais. A cidade é o sonho do labirinto, e minha consciência é infinita.
19.3.08
13.3.08
9.3.08
4.3.08
29.2.08
Não quero mais julgar-me entendendor das efemeridades que aprisionam num estado que não é natural. Quero ser outros, viver outras vontades, leviandades de alguém que não conheço. Quero ser louco, viver solto, à deriva, como um corpo celeste sustentado por forças ocultas. É mais fácil ter mil faces, assim me deixam em paz, só. Comigo mesmo.
26.2.08
Quanto mais me aproximo do fim daquilo que sou capaz de dizer, mais me torno relutante de dizer o que quer se seja. Tenho vontade de adiar a hora de terminar e, desse modo, me iludir com a idéia de que estou apenas começando, que a melhor parte da minha história ainda está por vir.
Paul Auster, "A Invenção da Solidão"
Paul Auster, "A Invenção da Solidão"
à brasileira
Meninas, moças, mulheres!
Senhoras de amplos poderes,
muitos quereres, outros saberes.
Andam com os rostos pintados!
E, sobre seus rebolados,
vivem o dilema: tupi or not tupi.
Todas são belas, feras, ferozes!
Algozes que fazem de mim
um louco varrido.
Senhoras de amplos poderes,
muitos quereres, outros saberes.
Andam com os rostos pintados!
E, sobre seus rebolados,
vivem o dilema: tupi or not tupi.
Todas são belas, feras, ferozes!
Algozes que fazem de mim
um louco varrido.
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